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O caso Hermínio e Bianca entrou para a história da ufologia brasileira a partir de um relato ocorrido em 12 de janeiro de 1976, durante uma viagem de carro entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais. Segundo o casal, a noite na estrada se transformou em uma sequência de eventos que incluiria luzes no céu, um forte zumbido e a alegação de que eles, com o veículo, foram levados para dentro de um objeto desconhecido.
O início: a decisão de viajar e a parada na divisa entre RJ e MG
De acordo com a reconstituição publicada anos depois por pesquisadores, “Bianca” era o pseudônimo de Maria da Aparecida de Oliveira, nascida em Ewbank da Câmara (MG), em 1947. Em janeiro de 1976, ela vivia no Rio de Janeiro com Hermínio Reis, além de familiares e filhos, levando uma rotina simples.
Na manhã de 12 de janeiro, segundo o relato, o casal decidiu ir a Belo Horizonte para tentar vender um carro antigo, aproveitando o fato de um conhecido trabalhar com isso. A saída do Rio de Janeiro teria ocorrido por volta das 18h, iniciando uma viagem noturna de longa duração.
Já perto da região de Paraibuna, apontada como área de divisa entre os estados, Hermínio — que dirigia um Karmann Ghia 1965 — teria reclamado de sono e ardência nos olhos. O motivo, segundo eles, seria a inalação de gás do escapamento, favorecida por problemas no assoalho do veículo. Por isso, pararam no acostamento. Hermínio adormeceu no carro, enquanto Bianca permaneceu acordada, atenta ao entorno.
Primeira observação: a luz no céu por volta de 23h30
No caso Hermínio e Bianca, a primeira mudança na noite teria ocorrido quando Bianca acendeu um cigarro, olhou o relógio e marcou aproximadamente 23h30. Nesse momento, ela teria notado uma luz no céu que, à distância, interpretou como semelhante a um balão iluminado.
Segundo sua memória, o ponto luminoso se deslocava e parecia “entrar e sair” de nuvens, alternando posição como se estivesse manobrando. A cor foi descrita como vermelho-alaranjada, com um brilho que ela associou a algo transparente, diferente de uma iluminação comum. Bianca teria continuado observando, acreditando inicialmente que estivesse longe; com o passar do tempo, porém, a luz teria se aproximado lentamente.
Em seguida, ainda conforme o relato, ela desviou o olhar por um instante e o objeto simplesmente desapareceu de sua vista, sem que pudesse identificar para onde foi.
O núcleo do caso Hermínio e Bianca: clarão, zumbido e a alegação de “sucção” com o carro
Logo depois do desaparecimento da luz inicial, Bianca teria percebido, numa baixada à frente, o acendimento e apagamento de uma luz muito forte, produzindo um clarão repentino. Junto com isso, ela descreveu a presença de um zumbido e a aproximação de algo “grande e escuro” em direção ao carro.
Assustada, Bianca teria acordado Hermínio aos gritos, dizendo que parecia um avião caindo sobre eles. A sequência, na versão atribuída ao casal, não teria deixado tempo para uma reação efetiva: eles afirmaram que foram “sugados” com o automóvel para dentro daquele objeto.
O relato descreve que, após a sensação de deslocamento, o carro parou e ambos notaram estar em um ambiente interno, com iluminação incomum — como se as próprias paredes emitissem luz, sem lâmpadas aparentes. Foi nesse momento que, ainda segundo Bianca e Hermínio, dois homens se aproximaram do veículo de modo cordial, sorrindo e fazendo gestos sutis para que eles os acompanhassem.
Tremendo de medo, o casal teria saído e seguido para outro compartimento em um nível inferior. Bianca descreveu o piso como metálico. Na sequência, eles relatam ter usado uma espécie de elevador, chegando a uma sala mais ampla que lembrava um laboratório. Durante esse deslocamento interno, segundo o que contaram, foi quando passaram a concluir que estavam dentro de um “disco voador”.
Interação a bordo: descrição dos seres e comunicação por “máquinas”
Na continuidade do caso Hermínio e Bianca, Bianca afirmou que, à medida que o choque inicial diminuía, começou a reparar em equipamentos, pessoas e rotinas no interior do local. Os indivíduos descritos por ela tinham, aproximadamente, cerca de 2 metros de altura e aparência muito semelhante entre si, como se fossem “gêmeos”, embora ela dissesse conseguir distingui-los por feições.
O ponto mais marcante da descrição física, segundo o relato, eram os olhos verdes com formato diferente do padrão humano: mais arredondados na parte externa e mais estreitos na parte interna, próxima ao nariz. Ela também mencionou pele morena, presença de pelos no rosto e nos braços, mãos semelhantes às humanas e vestimentas totalmente brancas, sem marcas evidentes de costura, além de calçados brancos.
Quanto à comunicação, a narrativa associada ao caso sustenta que houve uma conversa prolongada com Bianca e Hermínio mediada por equipamentos — “máquinas”, na expressão usada na reconstituição do episódio. O trecho disponível da fonte consultada não detalha, porém, todo o conteúdo do diálogo nem a duração exata do período a bordo.
O que ficou documentado, o que permanece controverso e como o caso foi investigado
Em termos de registro público, a principal base de reconstrução do caso Hermínio e Bianca é o próprio depoimento do casal, preservado e retomado por pesquisadores ao longo dos anos. A versão revisitada indica que a história foi “muito pesquisada e apurada” e posteriormente descrita no livro “As Possibilidades do Infinito”, atribuído ao pesquisador Walter Marques.
Ao mesmo tempo, como ocorre com muitos relatos ufológicos rodoviários do período, permanecem pontos difíceis de verificar por documentação independente: não há, no material aqui disponível, comprovação externa de horário por autoridade, registro técnico do suposto objeto, laudos oficiais que descrevam o ambiente mencionado, nem confirmação pública de uma ocorrência aeronáutica que explique o clarão da forma como foi narrado.
Entre hipóteses discutidas por interessados no tema, costuma-se considerar desde interpretação equivocada de luzes e fenômenos atmosféricos até a possibilidade de sonho, confusão perceptiva após exposição a gases do carro e estresse de viagem. Essas leituras, no entanto, não substituem o fato central: segundo Bianca e Hermínio, a noite de 12 de janeiro de 1976 incluiu a aproximação de uma luz, um evento com forte brilho e som, e uma experiência de interação em um ambiente que eles identificaram como não humano.
Quase cinco décadas depois, o caso Hermínio e Bianca segue citado como um dos relatos brasileiros mais detalhados de suposto contato, justamente por combinar sequência na estrada, descrição do interior do objeto e caracterização minuciosa dos supostos tripulantes — elementos que mantêm o episódio vivo no debate ufológico, embora sem consenso sobre sua explicação.
Fontes consultadas: Caso Hermínio e Bianca revisitado
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