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Caso Quezet é o nome atribuído a um dos relatos ufológicos mais intrigantes registrados na África do Sul no fim dos anos 1970: a noite em que uma mãe e seu filho, ao seguir o cachorro da família, afirmaram ter se deparado com um objeto oval pousado numa estrada deserta — e com figuras humanoides ao redor dele.
O latido do cachorro e a luz rosa na “Estrada Nova”
De acordo com a narrativa reunida por pesquisadores de ufologia, tudo começou na virada de 3 para 4 de janeiro de 1979, no bairro de Mindalore, em Krugersdorp (atual província de Gauteng), a oeste de Joanesburgo. Meghan Kezet, descrita nas fontes como enfermeira, vivia com o marido Paul e os filhos André (12) e Gary (8). Segundo o relato, a família não tinha histórico de envolvimento com grupos ufológicos.
Perto da meia-noite, Meghan estaria na sala quando André apareceu sem sono, pedindo para preparar chá. Quase ao mesmo tempo, ela ouviu o cachorro da casa, Tiki, latindo de forma anormalmente agitada do lado de fora. O detalhe, citado em investigações posteriores, é que o animal estaria se recuperando de um atropelamento recente, o que aumentou a preocupação.
Meghan teria saído para chamá-lo e notado que Tiki escapara pelo portão e subia a rua. Para facilitar a volta do cão, ela chamou André; os dois caminharam até um cruzamento próximo ao acesso de uma via recém-aberta na região, conhecida localmente como “Estrada Nova”, com pouco movimento e praticamente sem tráfego à noite.
Ao se aproximarem do alto da rua, segundo as testemunhas, vários cães da vizinhança estariam latindo, enquanto uma luz rosada intensa vinha da direção da estrada sem iluminação. Meghan teria comentado com o filho que parecia haver “luzes acesas” lá em cima; André, por sua vez, teria respondido que não havia iluminação fixa naquele ponto.
Caso Quezet: a aproximação até o topo do barranco
Imaginando, num primeiro momento, que pudesse ser um acidente — como a queda de uma aeronave leve — Meghan decidiu se aproximar para verificar se havia feridos. Ela e André atravessaram um trecho irregular de terreno, com mato baixo e valas, e subiram um pequeno barranco que dava acesso à estrada.
Conforme avançavam, a luz rosada teria se mostrado uniforme, envolvendo um objeto pousado. Meghan também cogitou, por instantes, que fosse uma viatura com algum tipo de luz de emergência, mas o silêncio e a posição elevada da iluminação não combinariam com esse cenário.
Já na borda da estrada, segundo depoimentos atribuídos à mãe e ao filho, o objeto ficou visível por completo: um corpo oval, com base aparentemente reta, sustentado por quatro pernas finas, comparadas a patas de aranha, terminando em algo semelhante a ventosas fixadas ao solo. A estimativa feita por Meghan, em entrevistas a investigadores, falaria em cerca de 3,6 metros de altura total e quase 4,8 metros de largura. A superfície seria metálica e lisa, sem aletas ou detalhes aparentes.
A porta se abre e “seres” circulam o objeto
O núcleo do Caso Quezet vem em seguida: de acordo com o relato, uma abertura lateral se formou no objeto e um grupo de figuras humanoides desceu. O número varia nas fontes consultadas — algumas citam cinco, outras seis —, porque parte do grupo teria ficado fora do campo de visão direto de Meghan e André.
Dois desses seres, segundo André, teriam se afastado para o lado oposto, enquanto outros permaneceram mais ao centro. Dois caminharam na direção onde mãe e filho observavam. Um deles, diz o relato, emitia sons em tom agudo e “cantado”, enquanto outro respondia com vocalizações mais curtas. Ainda do lado oposto, André teria visto um deles se abaixar e pegar areia na borda do asfalto, deixando-a escorrer pelos dedos como se examinasse o material. Meghan também relatou ter visto um deles tocar o solo de modo semelhante, num gesto interpretado como “análise”.
As vestimentas descritas eram justas e lisas, cobrindo todo o corpo; ao menos dois teriam a cabeça coberta por um tipo de capuz que deixava parte do rosto aparente. Um dos que se aproximaram — descrito com cabelo preto, cacheado e barba curta — teria pele mais escura do que o padrão local, comparada por Meghan a pessoas do Oriente Médio. A altura estimada dos seres, segundo ela, ficaria por volta de 1,5 a 1,6 metro.
Esse ser barbudo, ainda de acordo com a narrativa, teria feito uma espécie de reverência e pronunciado algumas sílabas. Meghan respondeu com um “olá”. Ela afirmou que, à primeira vista, os olhos pareciam humanos, mas com uma impressão incomum, como se fossem “translúcidos”. É nesse ponto que ela diz ter sentido uma virada emocional: a curiosidade teria dado lugar a um alerta interno de que “algo estava errado”.
Meghan então mandou André correr e chamar o pai. O menino desceu o barranco às pressas. Em seguida, segundo as testemunhas, os seres trocaram poucas palavras entre si e voltaram rapidamente para dentro do objeto; a porta teria se fechado de modo tão veloz que Meghan não percebeu o movimento com clareza.
O zumbido, as pernas que se alongam e a partida vertical
Logo após o fechamento, Meghan relatou ouvir um zumbido, comparado ao som de abelhas numa colmeia. Nesse momento, as quatro pernas teriam se alongado, elevando o objeto até algo como o triplo do comprimento inicial das hastes. André, já em fuga, teria parado ao ouvir o ruído e olhado para trás.
O objeto teria feito um pequeno ajuste lateral, recolhido as hastes e pairado por um ou dois segundos antes de disparar na vertical, sumindo entre nuvens baixas. Ainda segundo o relato, as nuvens teriam permanecido com tonalidade rosada por um tempo após a partida.
Para Meghan, toda a experiência pareceu durar cerca de dez minutos, embora a sensação subjetiva fosse de mais tempo. Quando André retornou, eles desceram e voltaram para casa. Meghan teria considerado acordar o marido imediatamente, mas desistiu, concluindo que o fenômeno já havia terminado e que não haveria ação possível naquele instante.
O que foi investigado — e o que segue sem comprovação
O Caso Quezet ganhou circulação após chegar à imprensa local e, em seguida, a pesquisadores. Entre os nomes citados nas compilações do caso está Cynthia Hind, referência da ufologia sul-africana e representante regional associada à MUFON (nas grafias encontradas em registros e transcrições, também aparece “MILFON”). Hind teria redigido um relatório chamado “Mystery at Mindalore”, publicado no MUFON UFO Journal em 1979.
Outro investigador associado ao episódio é o norte-americano Raymond Fowler, que teria viajado à África do Sul poucos dias depois para entrevistar a família. Nas anotações atribuídas a essa etapa, aparece a frase do marido de Meghan, em essência: ela seria uma pessoa tensa, mas não mentirosa — um tipo de avaliação comum em investigações ufológicas, usada para discutir perfil emocional sem afirmar fraude.
Entre os pontos debatidos no material de pesquisadores está uma possível discrepância de horário: Meghan disse ter olhado o relógio perto de meia-noite e, mais tarde, notado que já se aproximava de 1h. Considerando o caminho curto e o tempo estimado de observação, pesquisadores apontaram que “as contas” não fechariam perfeitamente, embora não se trate, nesse registro, de um caso clássico de “tempo perdido” com lacuna grande.
Também consta que, na mesma noite, outro casal teria relatado ver uma estrutura com pernas e figuras humanoides em Mindalore, em horário semelhante — uma coincidência que alguns ufólogos usam como reforço de contexto. Por outro lado, não foram reportadas marcas físicas confirmadas no asfalto (queimaduras, impressões, vestígios), o que limita a verificação independente.
Mais de quatro décadas depois, o Caso Quezet permanece como um relato sustentado principalmente pelo testemunho de mãe e filho, pela documentação ufológica da época e por investigações de campo que, embora detalhadas, não chegaram a uma prova material conclusiva. O que ficou, para quem estuda o episódio, é a sequência específica daquela madrugada: um cachorro ferido, uma estrada quase deserta, uma luz rosada intensa e um objeto que, segundo duas testemunhas, não se parecia com nada conhecido — e partiu em silêncio rumo às nuvens.
Fontes consultadas: Eles Seguiram o Cachorro… e Encontraram uma Nave | Caso Quezet
Leia também: O Homem Simples que Entrou em uma Nave: 7 Fatos Incríveis do Caso Alfred Burtoo
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